OPINIÃO: mais uma vez, o vereador Sargento Teles protagoniza um episódio que escancara um problema recorrente: a pressa em criticar supera, de longe, o compromisso com a informação.

Em vídeo publicado em suas redes sociais no sábado (28), o parlamentar surge indignado ao abordar a situação do corte de árvores na Avenida Pupunha, no bairro Buritis, em área de linha de alta tensão (linhão), que obedece a uma determinação relacionada a Norma Técnica. Com tom enfático, afirma que “a Prefeitura não comunica suas ações”, insinuando desorganização ou omissão por parte da gestão municipal.

O problema é simples, se não fosse também constrangedor: a informação já havia sido divulgada, mas aparentemente o parlamentar não busca ou neste caso, não buscou “se informar”, antes de ir às redes sociais, em busca de curtidas.

Com 24 horas de antecedência, na sexta-feira, 27 de março, a Prefeitura publicou oficialmente a notícia em seu site (https://www.primaveradoleste.mt.gov.br/Imprensa/Noticias/Prefeitura-realiza-retirada-de-arvores-sob-linha-de-transmissao-de-energia-na-avenida-pupunha-por-seguranca-e-cumprimento-de-norma-tecnica-11341/) e posteriormente, encaminhou o material aos grupos de imprensa da cidade.

Além disso, o próprio coordenador da SAMA, Paulo Rocha, no Instagram da Secretaria, também divulgou vídeo explicativo. Ou seja: a informação estava disponível, clara e acessível — especialmente para quem tem o dever público de se manter atualizado.

Mais curioso ainda é observar que, nos próprios comentários da publicação do vereador, cidadãos apontam que o assunto já havia sido esclarecido previamente. Mesmo assim, o vídeo segue no ar, sustentando uma crítica que nasce, essencialmente, da desinformação ou, no mínimo, da falta de apuração.

Fica a pergunta inevitável: trata-se de desconhecimento ou conveniência?
Afinal, um vereador não é apenas um agente político de fiscalização, mas também um elo entre a informação e a população. Quando esse elo falha, seja por descuido ou por escolha, o resultado é a disseminação de ruído, não de esclarecimento.

E há um detalhe que não passa despercebido: ao que tudo indica, o próprio conteúdo utilizado como base para a crítica tem origem na comunicação oficial da Prefeitura. Ou seja, critica-se aquilo que já foi explicado e, ironicamente, com base na mesma fonte.
No fim das contas, o episódio reforça o que já se tornou evidente: sem informação, o discurso perde força, consistência e propósito.

Porque, na política (assim como na vida) informação não é questão de opinião. É questão de responsabilidade.