O ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, revogou a prisão preventiva do empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, investigado por suspeita de atuar na negociação de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça. Ele tem ligação com a região de Primavera do Leste, no Mato Grosso.
Na decisão, o ministro entendeu que não permanecem os motivos que justificaram a manutenção da prisão. Zanin destacou que, durante o período em que o investigado esteve em regime domiciliar, não houve comprovação de tentativa de interferência nas investigações.
Além disso, pesou o fato de ainda não ter sido apresentada denúncia formal no caso, mesmo após um período prolongado de prisão preventiva. Diante desse cenário, o magistrado considerou adequada a substituição da prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições já impostas.
Apontado por investigadores como um intermediador de interesses no Judiciário, Andreson Gonçalves teria atuação voltada a processos em tramitação no STJ. Empresário, ele mora em Cuiabá e também mantém residência no Lago Sul, área nobre de Brasília, onde, segundo as apurações, ocorreriam articulações relacionadas ao suposto esquema.
A investigação também alcança empresas ligadas ao suspeito, entre elas uma de transporte terrestre e outra de transporte aéreo, que foram alvos de buscas realizadas pela Polícia Federal.
A revogação da prisão não significa o encerramento das investigações. O caso segue em andamento e depende dos próximos passos das autoridades responsáveis, incluindo eventual oferecimento de denúncia.
