O ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo Soares da Fonseca, negou o pedido de liberdade do empresário primaverense César Jorge Sechi, acusado de ser o mandante do assassinato do advogado Renato Gomes Nery. A decisão foi proferida na última quinta-feira (16).
César foi preso junto com a esposa, Juliane Goulart Bentos, inicialmente de forma temporária em maio de 2025. Em julho do mesmo ano, as prisões foram convertidas em preventivas, diante da suspeita de envolvimento em homicídio triplamente qualificado e participação em organização criminosa. Conforme as investigações, o crime teria sido encomendado por R$ 215 mil.
A defesa do empresário entrou com pedido de habeas corpus, solicitando a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares. Entre os argumentos, os advogados alegaram ausência de fundamentos para a manutenção da prisão e questionaram a acusação de organização criminosa, sustentando falta de comprovação de vínculo estável ou atuação contínua.
Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que não há ilegalidade evidente que justifique a concessão imediata da liberdade. Segundo ele, os argumentos apresentados exigem exame aprofundado das provas, o que não pode ser feito em análise preliminar.
“Assim, não obstante os fundamentos apresentados na inicial, mostra-se imprescindível uma análise mais aprofundada dos elementos de convicção constantes dos autos, para se aferir a existência de constrangimento ilegal”, destacou o relator.
A decisão também aponta que o pedido de soltura se confunde com o mérito do habeas corpus, que ainda será julgado pelo tribunal. Com isso, a análise definitiva foi adiada.
O crime
Renato Gomes Nery, de 72 anos, morreu na madrugada de 6 de julho de 2024. Ele havia sido baleado na manhã do dia anterior, em frente ao seu escritório, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá.
A vítima chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Complexo Hospitalar de Cuiabá, onde passou por cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos.
