Parece roteiro de comédia política, mas é apenas mais um capítulo da turbulenta cena pública de Primavera do Leste. A Câmara Municipal recebeu um novo pedido de cassação de mandato, desta (e mais uma) vez, direcionado ao vereador Lucas Telles dos Passos (Sargento Telles), após representação protocolada pelo ex-vereador Luis Pereira Costa.
O documento, recheado de acusações, links de vídeos, menções a redes sociais, supostas perseguições políticas e até discussão sobre residência fixa, transforma o ambiente político local em algo cada vez mais próximo de um tribunal permanente: ou de uma disputa de quem protocola mais denúncias por semana. O pedido foi apresentado ao protocolo da Câmara, nesta terça-feira (26).
Na representação, Luiz Costa sustenta que o parlamentar teria admitido publicamente residir em outro município durante discurso na votação do Requerimento nº 011/2026, situação que, segundo ele, poderia violar a Lei Orgânica Municipal, que prevê perda de mandato ao vereador que deixar de residir em Primavera do Leste.
Mas a peça não para por aí. O documento ainda acusa o vereador de utilizar a tribuna da Câmara para ataques pessoais, perseguição política e intimidações públicas. Há também pedidos para investigação sobre eventual uso de páginas anônimas em redes sociais para ataques políticos, além de apuração sobre possível utilização de estrutura parlamentar e verbas públicas.
Em outro trecho, Luiz Costa rebate declarações atribuídas ao vereador sobre suposta “cassação por fake news”, alegando que processos anteriores teriam outra natureza jurídica ligada a abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
No fim, o pedido é direto: instauração de Comissão Processante e cassação do mandato do vereador Sargente Telles.
OPINIÃO: Diante disso, nos bastidores da política local, cresce a sensação de que a Câmara de Primavera do Leste virou uma espécie de balcão permanente de representações, denúncias, vídeos, ataques e pedidos de cassação. A cada semana surge um novo capítulo, um novo protocolo e uma nova crise institucional.
Se continuar nesse ritmo, talvez o setor mais movimentado da Câmara deixe de ser o plenário e passe a ser oficialmente o protocolo.
