A nova pesquisa divulgada pelo instituto MT Dados sobre a corrida para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso colocou o ex-prefeito de Primavera do Leste e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Léo Bortolin, entre os nomes lembrados espontaneamente pelo eleitorado mato-grossense. Com 0,3% das intenções de voto, o emedebista aparece no grupo dos 20 mais citados do levantamento.

Embora o número possa ser interpretado como positivo para um pré-candidato sem mandato atual, a pesquisa também deixa claro o tamanho do desafio que o político terá pela frente caso confirme candidatura à Assembleia.

Isso porque os primeiros colocados do levantamento são, em sua maioria, deputados estaduais já consolidados politicamente e com forte presença regional, como Lúdio Cabral, Max Russi, Eduardo Botelho, Doutor João e Thiago Silva, todos já com estrutura de mandato, bases eleitorais consolidadas e ampla exposição política.

E dentro do próprio MDB, como já era de se esperar, o cenário também demonstra concorrência interna relevante. A estreante Jéssica Riva aparece numericamente bem à frente do Léo, com 0,5%, impulsionada pelo peso político do grupo da deputada Janaina Riva.

Na prática, o levantamento revela um cenário ainda indefinido. O alto índice de indecisos (que chega a 69,1%), mostra que há muito espaço para crescimento, mas também evidencia que a disputa tende a ser voto a voto, especialmente entre nomes que buscam espaço fora da chamada “elite” já consolidada da Assembleia.

Regra geral, o fato de Léo Bortolin aparecer lembrado espontaneamente em uma pesquisa estadual demonstra que o ex-prefeito conseguiu ampliar sua visibilidade além de Primavera do Leste, especialmente após sua atuação municipalista à frente da AMM.

Por outro lado, o desafio será transformar essa lembrança inicial em densidade eleitoral suficiente para competir contra deputados que já possuem estrutura consolidada, mandato ativo e bases espalhadas pelo estado.

A leitura nos bastidores é de que o MDB deve travar uma das disputas proporcionais mais difíceis das últimas eleições, justamente pela quantidade de nomes competitivos dentro e fora da legenda.