Os três acusados de participação no assassinato do advogado Roberto Zampieri serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima terça-feira (28), em Cuiabá. A sessão será conduzida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, presidente do Tribunal do Júri da Capital, que também determinou a retirada do segredo de justiça da ação penal, tornando públicos os autos do processo.
O caso é considerado um dos crimes de maior repercussão em Mato Grosso nos últimos anos, não apenas pela morte de um advogado conhecido no Estado, mas também pelos desdobramentos das investigações, que revelaram uma complexa rede envolvendo disputa milionária por terras e possíveis conexões com outros esquemas criminosos.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como o autor dos disparos que mataram Zampieri. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, militar do Exército e instrutor de tiro, teria atuado como intermediador, sendo responsável por contratar o executor e fornecer a arma utilizada no crime.
O terceiro réu, Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, coronel do Exército, responde à acusação de ter financiado a execução.
Os três foram denunciados por homicídio qualificado, com agravantes de promessa de recompensa, utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, emprego de arma de fogo de uso restrito e atuação em concurso de pessoas.
Crime ocorreu em frente ao escritório
Roberto Zampieri, de 56 anos, foi assassinado na noite de 5 de dezembro de 2023, quando deixava seu escritório, localizado no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
Ele estava dentro de uma caminhonete Fiat Toro quando foi surpreendido pelo atirador, que efetuou diversos disparos de arma de fogo. O advogado morreu ainda no local.
Disputa por terras é apontada como motivação
De acordo com o Ministério Público, o assassinato teria sido motivado por uma disputa de terras avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
Na mesma ação penal, o empresário Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo foram denunciados como supostos mandantes do homicídio qualificado. O processo envolvendo os acusados segue tramitando na Justiça.
O julgamento da próxima terça-feira deverá marcar uma das etapas mais importantes do caso, quando os jurados decidirão sobre a responsabilidade criminal dos três acusados de participação direta na execução do advogado.
