Um incêndio de grandes proporções registrado na tarde deste sábado (18) mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar, servidores da Prefeitura de Primavera do Leste e produtores rurais no combate às chamas que atingiram o aterro sanitário do município, áreas de vegetação, uma lavoura de milho e parte de uma reserva ambiental.

A ocorrência foi registrada às 12h38. Segundo informações levantadas no local, o fogo teria começado após faíscas provocadas pelo contato entre fios de uma rede de alta tensão e galhos de árvores, situação favorecida pelos ventos e pela vegetação seca. A equipe constatou que a rede elétrica passava entre árvores sem a manutenção adequada, fator que pode ter contribuído para o início do incêndio.

Com a rápida propagação das chamas, as equipes concentraram esforços para impedir que o fogo avançasse sobre outras propriedades rurais. Apesar da atuação conjunta, aproximadamente 80 hectares foram consumidos pelo incêndio, atingindo principalmente a palhada de uma lavoura de milho.

Outro ponto de preocupação foi o avanço das chamas em direção a uma área de reserva ambiental. Para evitar que o fogo alcançasse uma extensão maior da mata, os bombeiros executaram um aceiro em todo o entorno da vegetação, utilizando um córrego existente na área como barreira natural para conter a propagação do incêndio.

A operação de combate contou com dois caminhões de incêndio, uma caminhonete operacional e sete bombeiros militares, que utilizaram cerca de 50 mil litros de água durante os trabalhos.

A ação também recebeu reforço da Prefeitura de Primavera do Leste, que disponibilizou caminhões-pipa, máquinas pesadas e equipes de apoio. Proprietários rurais vizinhos colaboraram com maquinários, caminhões, um avião agrícola e trabalhadores, formando uma grande força-tarefa para controlar as chamas.

Embora o incêndio tenha sido controlado nas áreas de vegetação e lavoura, o Corpo de Bombeiros informou que ainda permaneciam focos ativos no interior do aterro sanitário. A grande quantidade de resíduos e material combustível acumulado dificulta a extinção completa do fogo, exigindo monitoramento contínuo para evitar novos focos.