A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão temporária do vereador Túlio César de Oliveira Lima (Republicanos), investigado no âmbito da Operação Elo Oculto, que apura o assassinato da jovem Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, ocorrido em maio deste ano, em Poxoréu.
A decisão foi proferida pela desembargadora Gabriela Knaul Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que negou o pedido de liminar em habeas corpus apresentado pela defesa do parlamentar.
A Operação Elo Oculto foi deflagrada pela Polícia Civil para investigar o homicídio de Lavignia, executada a tiros na noite de 10 de maio, dentro de uma casa noturna no município.
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Poxoréu, integrantes de uma organização criminosa teriam ordenado a morte da jovem após suspeitarem que ela colaborava com as forças de segurança. A suspeita teria surgido porque a mãe da vítima trabalhava na base da Polícia Militar da cidade, levando os criminosos a acreditar, de forma equivocada, que Lavignia repassava informações à polícia.
Defesa alegou colaboração com as investigações
No habeas corpus, os advogados Ivonir Alves Dias e Victor Hugo Neves Silva defenderam que a prisão cautelar seria desnecessária, afirmando que Túlio César colaborou com as investigações desde o início.
Conforme a defesa, o vereador entregou espontaneamente seu veículo, bem como seu telefone celular, fornecendo inclusive a senha para desbloqueio do aparelho, o que demonstraria ausência de intenção de dificultar o trabalho da Polícia Civil.
Apesar dos argumentos apresentados, a desembargadora entendeu que, neste momento da investigação, não havia elementos suficientes para revogar a prisão temporária, mantendo a decisão anteriormente decretada pela Justiça da Comarca de Poxoréu.
Operação segue em andamento
A Polícia Civil continua apurando a participação dos investigados e o eventual envolvimento de integrantes de uma facção criminosa na execução de Lavignia Gabrielly. A Operação Elo Oculto busca esclarecer toda a dinâmica do crime, identificar os mandantes e responsabilizar todos os envolvidos.
A investigação aponta que o homicídio estaria ligado às ações de uma organização criminosa que atua na região, sendo a motivação baseada na falsa suspeita de que a vítima colaborava com as forças policiais.
Até o momento, o mérito do habeas corpus ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça. Com a negativa da liminar, Túlio César permanece preso enquanto prosseguem as investigações.
