Mato Grosso movimentou US$ 19,97 bilhões em exportações entre janeiro e julho de 2026, em um resultado que reforça a importância do Estado no comércio internacional e evidencia a força da produção agropecuária mato-grossense.

Os dados apontam que 88 municípios participaram diretamente das operações de comércio exterior no período. Juntos, eles enviaram aproximadamente 39 bilhões de quilos de mercadorias, o equivalente a cerca de 39 milhões de toneladas, para 130 países.

A pauta exportadora envolveu 162 produtos, com forte predominância das cadeias ligadas ao agronegócio.

Soja domina a pauta exportadora

Entre os produtos comercializados no exterior, a soja, mesmo triturada, foi disparadamente o principal destaque. O produto respondeu por aproximadamente US$ 11,24 bilhões das exportações realizadas pelo Estado nos primeiros sete meses do ano.

As carnes de animais aparecem em seguida, com aproximadamente US$ 2,22 bilhões.

O algodão movimentou cerca de US$ 1,74 bilhão, enquanto o milho alcançou aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações.

Também tiveram participação significativa as tortas e outros resíduos sólidos resultantes da extração de óleos, que movimentaram cerca de US$ 1,7 bilhão.

O conjunto dos números mostra a dimensão das principais cadeias produtivas de Mato Grosso no mercado internacional, com soja, proteínas animais, algodão, milho e seus derivados formando a base de uma pauta exportadora altamente ligada ao agronegócio.

Segundo semestre começa com forte ritmo de vendas externas

O desempenho das exportações apresentou crescimento significativo ao longo dos primeiros meses de 2026.

Em janeiro, Mato Grosso exportou aproximadamente US$ 1,9 bilhão. O volume aumentou para US$ 2,8 bilhões em fevereiro.

Em março, as exportações chegaram a aproximadamente US$ 3 bilhões, enquanto abril registrou US$ 3,1 bilhões.

Maio e junho mantiveram o mesmo patamar, com cerca de US$ 3,1 bilhões em cada mês. Em julho, o Estado registrou aproximadamente US$ 2,9 bilhões em vendas ao mercado externo.

O desempenho mostra que, após um início de ano mais moderado, Mato Grosso passou a registrar volumes mensais próximos ou superiores a US$ 3 bilhões.

Ranking mostra concentração nos grandes polos do agronegócio

O levantamento também permite identificar quais municípios mato-grossenses mais contribuíram para o resultado estadual.

Rondonópolis liderou o ranking, com aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações.

Na sequência aparecem Sinop, com US$ 1,56 bilhão, e Sorriso, com US$ 1,5 bilhão.

Confira os principais municípios exportadores:

  1. Rondonópolis — US$ 1,7 bilhão;
  2. Sinop — US$ 1,56 bilhão;
  3. Sorriso — US$ 1,5 bilhão;
  4. Campo Novo do Parecis — US$ 860 milhões;
  5. Nova Mutum — US$ 760 milhões;
  6. Diamantino — US$ 740 milhões;
  7. Matupá — US$ 730 milhões;
  8. Primavera do Leste — US$ 660 milhões;
  9. Querência — US$ 650 milhões;
  10. Tangará da Serra — US$ 640 milhões;
  11. Campo Verde — US$ 630 milhões;
  12. Sapezal — US$ 630 milhões;
  13. Cuiabá — US$ 570 milhões;
  14. Várzea Grande — US$ 520 milhões;
  15. Lucas do Rio Verde — US$ 520 milhões;
  16. Canarana — US$ 510 milhões;
  17. Confresa — US$ 500 milhões.

Primavera do Leste supera US$ 660 milhões em exportações

Entre os números apresentados pelo relatório, um dos destaques para a região é Primavera do Leste.

O município registrou aproximadamente US$ 660 milhões em exportações entre janeiro e julho, ocupando a 8ª posição entre os maiores exportadores de Mato Grosso dentro do ranking apresentado.

O desempenho coloca Primavera do Leste à frente de municípios importantes do agronegócio estadual e evidencia a participação cada vez maior da economia local no comércio internacional.

O resultado também reforça a relevância da produção agrícola, da agroindústria e das empresas instaladas no município, que integram cadeias produtivas destinadas não apenas ao mercado brasileiro, mas também aos consumidores internacionais.

Comércio exterior vai muito além dos municípios produtores

Os dados nacionais também mostram que o comércio exterior brasileiro está diretamente ligado à infraestrutura logística.

Entre os municípios que aparecem entre os grandes exportadores do país estão cidades que concentram importantes estruturas portuárias ou que funcionam como grandes polos de produção.

É o caso de localidades associadas aos complexos de Santos, Paranaguá e Itajaí, em Santa Catarina, além de municípios fortes na produção como Rio Verde, em Goiás.

Essa característica é importante para compreender a dinâmica das exportações brasileiras: o município que aparece no ranking nem sempre é necessariamente o local onde a mercadoria foi produzida. Muitas cidades possuem papel estratégico por concentrarem terminais, estruturas logísticas e portos utilizados para o embarque das cargas.

Para Mato Grosso, que está distante do litoral, a logística é um dos fatores determinantes para a competitividade dos produtos no mercado internacional.

130 países no destino das mercadorias

A força das exportações mato-grossenses também pode ser medida pela quantidade de mercados alcançados.

Ao longo dos primeiros sete meses de 2026, produtos comercializados pelos municípios do Estado chegaram a 130 países.

A variedade dos destinos demonstra a inserção de Mato Grosso nas cadeias internacionais de alimentos, fibras, proteínas e matérias-primas.

Ao mesmo tempo, a diversidade de produtos e mercados reduz a dependência de um único destino comercial e amplia as oportunidades para produtores e empresas instaladas no Estado.

Mato Grosso mantém protagonismo internacional

Com quase US$ 20 bilhões em exportações em apenas sete meses, Mato Grosso confirma sua posição estratégica para a economia brasileira.

A predominância da soja, das carnes, do algodão, do milho e de seus derivados deixa evidente o peso do agronegócio na geração de divisas e na conexão do Estado com o mercado internacional.

E dentro desse cenário, Primavera do Leste aparece entre os principais municípios exportadores, com US$ 660 milhões movimentados no período.

Os números do DataRub mostram, portanto, que a economia mato-grossense não se limita aos grandes centros tradicionalmente associados às exportações. Municípios de diferentes regiões participam de uma cadeia que conecta a produção local a consumidores e empresas em 130 países.