A atuação do senador Wellington Fagundes em favor de Vila Rica foi destacada pelo ex-prefeito Abmael Borges (PL), durante entrevista concedida neste sábado (29). Ao comentar as recentes acusações feitas pelo ex-prefeito de Porto Alegre do Norte, Daniel do Lago (PSDB), Borges saiu em defesa do senador e afirmou que, durante seus dois mandatos à frente do município, nunca presenciou qualquer situação envolvendo cobrança de propina ou pedido de vantagem em troca de recursos públicos.

Abmael Borges afirmou que Wellington sempre manteve uma postura de proximidade com os municípios e destacou ações que, segundo ele, contribuíram diretamente para Vila Rica. Entre os exemplos citados está a atuação do senador na obtenção de recursos e nos investimentos relacionados à travessia urbana do município.

“O senador Wellington nunca me pediu nada em troca, nunca paguei um centavo de propina. Nem para ele, nem para outro, para ser bem sincero”, afirmou o ex-prefeito.

Segundo Borges, a relação institucional com Wellington Fagundes foi marcada pela busca de recursos e pela defesa dos interesses do município em Brasília. Ele também citou a atuação do senador durante o período da pandemia de Covid-19, quando Wellington teria trabalhado em defesa do pagamento do FET aos municípios.

“Para mim, foi muito importante. Inclusive, dentro do período da Covid-19, onde ele entrou em defesa do pagamento do FET. O meu município recebeu um bom dinheiro. E foi uma articulação do senador”, relatou.

Abmael, que comandou Vila Rica por dois mandatos, entre 2016 e 2024, também reforçou que nunca teve qualquer experiência que pudesse associar Wellington a práticas de corrupção.

Defesa baseada na experiência à frente do município

Ao rebater as acusações apresentadas por Daniel do Lago, Borges afirmou que sua avaliação sobre Wellington é baseada na própria experiência enquanto gestor municipal.

Para o ex-prefeito, a atuação do senador foi marcada pelo apoio às demandas de Vila Rica e pela busca de recursos para o município, sem que houvesse, segundo seu relato, qualquer exigência de contrapartida pessoal.

A defesa ocorre em meio ao debate político que ganhou força na região após Daniel do Lago afirmar que teria sofrido retaliações depois de supostamente se recusar a pagar propina. A acusação também envolveu a disputa pelo comando do PL e questões relacionadas ao processo eleitoral de 2024.

Abmael apresentou uma versão diferente para o episódio. Segundo ele, o conflito partidário teria relação com divergências sobre a composição política para as eleições municipais e com a tentativa de Daniel de incluir nomes de fora do PL no processo.

“O ex-prefeito Daniel passou por um período muito curto pelo PL. Ele nunca, na verdade, foi PL, nunca foi direita. Vem do PDT, passou por um período muito curto”, afirmou Borges.

Wellington nega acusações

A assessoria do senador Wellington Fagundes também contesta a versão apresentada por Daniel do Lago e sustenta que as acusações são inverídicas. Conforme informado na matéria, a assessoria questiona ainda o fato de Daniel não ter apontado quem seriam os responsáveis pela suposta cobrança.

O episódio ocorre em um momento de intensa movimentação política em Mato Grosso, com diferentes lideranças se posicionando para as eleições de 2026.

Para Abmael Borges, entretanto, sua manifestação em defesa de Wellington está relacionada principalmente à experiência que teve como prefeito e aos resultados que afirma ter acompanhado durante o período em que esteve à frente de Vila Rica.

A declaração reforça, assim, a imagem de Wellington como uma liderança de perfil municipalista, especialmente entre gestores que destacam a articulação de recursos e a defesa dos interesses dos municípios junto ao Governo Federal.