Um vídeo gravado no interior da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas de Primavera do Leste e posteriormente divulgado nas redes sociais gerou questionamentos sobre o atendimento prestado a uma paciente. Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou esclarecimentos sobre o caso e detalhou a sequência do atendimento.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, a paciente E.V.R., de 26 anos, chegou à UPA por volta das 7h e foi encaminhada ao box, onde recebeu atendimento médico inicial.

Após a avaliação, segundo a secretária, o médico verificou que o quadro apresentado não indicava sinais de urgência ou emergência naquele momento e orientou que a paciente também passasse pela classificação de risco, procedimento realizado pela equipe de enfermagem para definir a prioridade de cada atendimento.

A Secretaria informou ainda que, naquele momento, estavam em atendimento na unidade a Dra. Miriam, no consultório 3; o Dr. José Lopes, no consultório 5; e o Dr. Thiago, no box. A gestão também destacou que o horário das 7h coincide com a troca do plantão médico na UPA.

Atendimento ocorreu antes do prazo previsto

Após a classificação de risco, a paciente recebeu pulseira amarela, classificação que prevê atendimento médico em até uma hora, conforme o protocolo adotado pela unidade.

Segundo a Secretaria de Saúde, entretanto, o atendimento médico ocorreu aproximadamente 25 minutos após a chegada da paciente, portanto antes do prazo máximo previsto para aquela classificação.

Durante o atendimento, foram solicitados exames laboratoriais e uma ultrassonografia, além da medicação considerada necessária pela equipe médica.

Após a análise dos resultados, por volta das 10h30, a paciente recebeu alta da unidade, medicada e orientada. Conforme as informações repassadas pela Secretaria, o diagnóstico registrado foi de dor abdominal leve a esclarecer.

Secretaria reforça funcionamento por classificação de risco

Ao comentar o episódio, a secretária Laura Leandra reforçou que a UPA 24 horas é uma unidade voltada principalmente para situações de urgência e emergência e que os pacientes não são atendidos necessariamente pela ordem de chegada.

A prioridade é estabelecida pela classificação de risco, que considera a gravidade e o potencial de agravamento de cada quadro clínico.

Na prática, isso significa que um paciente que chega depois pode ser atendido antes de outro caso considerado menos grave. A medida busca garantir prioridade justamente para situações que apresentam maior risco à vida ou necessidade de intervenção imediata.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos sobre o atendimento e reforçou que a gestão trabalha para garantir que os direitos dos pacientes sejam respeitados e preservados.

Confira no vídeo o esclarecimento apresentado pela secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, sobre o caso que repercutiu nas redes sociais.