A disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos. Pelo menos 18 ex-prefeitos já se colocam como pré-candidatos a deputado estadual, apostando na experiência administrativa e na força política construída em seus municípios para buscar um mandato no Legislativo.

Levantamento recente, aponta que cinco desses ex-gestores aparecem, neste momento, como os nomes mais competitivos dentro de suas respectivas chapas: Léo Bortolin (MDB), de Primavera do Leste; Ari Lafin (Republicanos), de Sorriso; Alcino Barcelos (PL), de Pontes e Lacerda; Zé do Pátio (PV), de Rondonópolis; e Adelcino Lopo (Podemos), de Pontal do Araguaia.

Apesar das projeções iniciais, o cenário ainda está longe de ser definido. Analistas políticos lembram que a eleição para deputado estadual depende não apenas da votação individual dos candidatos, mas também do desempenho de seus partidos e federações no sistema proporcional.

Além disso, as estimativas para 2026 indicam que será necessária uma votação próxima de 70 mil a 74 mil votos para que uma chapa alcance a primeira cadeira na Assembleia Legislativa, o que eleva significativamente o grau de dificuldade da disputa.

Na prática, isso significa que mesmo nomes considerados competitivos ainda precisarão transformar capital político regional em votos distribuídos por diversas regiões do Estado. O desafio é ainda maior para candidatos cuja base eleitoral está concentrada em um único município ou região.

Além dos cinco nomes apontados como mais fortes neste momento, também se colocam na disputa os ex-prefeitos Meraldo Sá (Acorizal), Marcelo Aquino (General Carneiro), Janailza Taveira (São Félix do Araguaia), Abimael Borges (Vila Rica), Daniel do Lago (Porto Alegre do Norte), Nelson Paim (Poxoréu), Valtinho Miotto (Matupá), Fábio Faria (Canarana), Edu Pascoski (Itanhangá), Túlio Fontes (Cáceres), Ezequiel Fonseca (Reserva do Cabaçal), Rafael Machado (Campo Novo do Parecis) e Sidney Salomé (Araputanga).

Com um número elevado de pré-candidatos experientes e um quociente eleitoral considerado alto para os padrões mato-grossenses, a tendência é de uma campanha marcada por forte disputa interna entre candidatos da mesma legenda e pela necessidade de ampliar a votação para além dos redutos tradicionais. Nesse cenário, o favoritismo atribuído neste momento a alguns nomes representa apenas um retrato das articulações políticas atuais, sem garantia de que eles consigam converter esse capital em uma das vagas disponíveis na Assembleia Legislativa em 2026.