A atuação da Polícia Civil de Primavera do Leste levou à deflagração nesta quinta-feira, 23, da Operação Alquimia, que investiga um golpe milionário aplicado contra um morador do município. O prejuízo estimado chega a R$ 1 milhão, em uma ação considerada sofisticada e cuidadosamente planejada.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município, que identificou a atuação de um grupo criminoso estruturado, com indícios de envolvimento em fraudes semelhantes em diferentes estados do país.
Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados judiciais, entre buscas e apreensões, sequestro de bens e bloqueio de valores, nas cidades de Brasília (DF), Goiânia e Rio Verde (GO). A ofensiva evidencia o alcance interestadual da organização e a complexidade do esquema investigado.
De acordo com a apuração, o grupo selecionava vítimas com maior poder aquisitivo. Um dos integrantes se aproximava, criava um vínculo de confiança e, posteriormente, colocava em prática o golpe, baseado em encenações e promessas falsas para induzir a entrega de grandes quantias em dinheiro.
No caso de Primavera do Leste, a vítima teve R$ 1 milhão subtraído em espécie. A polícia aponta que a ação foi executada em etapas, com divisão de funções entre os envolvidos, o que reforça o nível de organização da quadrilha.
O delegado responsável pelo caso, Honório Gonçalves dos Anjos Neto, destacou a complexidade da investigação e as estratégias utilizadas pelos criminosos para dificultar a identificação. “A ação criminosa foi executada em fases, com criação de vínculo de confiança, encenação para dar credibilidade ao golpe e posterior subtração do dinheiro. Há indícios de que o mesmo grupo tenha feito outras vítimas em diferentes estados”, afirmou.
A operação mobiliza policiais civis da Regional de Primavera do Leste, com apoio de equipes especializadas de Goiás e do Distrito Federal, demonstrando integração entre forças de segurança no combate ao crime organizado.
Em Goiás, a ação conta com o suporte do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (GEPATRI), de Rio Verde, e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), de Goiânia. Já em Brasília, o apoio vem da Draco do Distrito Federal.
Mesmo após o cumprimento dos mandados, as investigações seguem em andamento, com foco na identificação de outros possíveis envolvidos e na tentativa de recuperação dos valores desviados.
