O trabalho firme e estratégico do Ministério Público do Estado de Mato Grosso resultou na condenação de três acusados pelo sequestro e assassinato da adolescente Maíza Aparecida Souza Santos, de apenas 15 anos, em julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Primavera do Leste.
A atuação das promotoras de Justiça Tessaline Higuchi e Élide Manzini de Campos foi decisiva durante a sessão que culminou em penas que chegam a quase 40 anos de prisão em regime inicialmente fechado.
O crime, ocorrido em novembro de 2023, chocou a população pela brutalidade e pela forma como foi executado. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a adolescente foi atraída até a Avenida Belo Horizonte, na região Centro-Leste de Primavera do Leste, onde entrou em um veículo ocupado pelos acusados. Em seguida, a vítima foi levada contra a própria vontade até uma região isolada às margens do Rio das Mortes, onde acabou assassinada.
As investigações apontaram que os réus agiram em conjunto e submeteram a adolescente a uma espécie de “tribunal do crime”, prática atribuída a facções criminosas. Após a execução, o corpo da jovem foi ocultado e até hoje não foi localizado.
Segundo o Ministério Público, o homicídio teve motivação torpe, diante da suspeita de que a adolescente teria ligação com uma facção rival e teria realizado postagens ofensivas em redes sociais.
Durante o julgamento, as promotoras sustentaram a tese acusatória de forma contundente perante o Conselho de Sentença, destacando a extrema gravidade do caso, o contexto de organização criminosa e a crueldade empregada contra a vítima.
Na sentença, a magistrada responsável pela Primeira Vara Criminal de Primavera do Leste ressaltou que os crimes foram praticados com violência extrema e dentro de um contexto de atuação faccionada, o que elevou significativamente a reprovabilidade das condutas.
Os réus receberam penas severas. João Vitor Aires da Silva foi condenado a 28 anos, 8 meses e 10 dias de prisão. Lucas de Sousa Barbosa recebeu pena de 39 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão. Já Wuitalo Yan Vieira da Silva foi condenado a 31 anos, 11 meses e 15 dias de prisão.
A decisão ainda destacou que os acusados agiram em um contexto de “execução sumária”, impondo punições paralelas à margem do Estado, característica típica de organizações criminosas.
A condenação representa mais uma importante atuação do Ministério Público em Primavera do Leste no enfrentamento aos crimes graves e ao avanço das facções criminosas, reforçando o compromisso da instituição com a defesa da sociedade e a busca por justiça.
