O senador Wellington Fagundes comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou, por 9 votos a 1, a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, responsável pela redefinição dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, retirando um dos principais entraves jurídicos para a implantação da Ferrogrão (EF-334).

Presidente da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, o senador classificou o julgamento como uma conquista estratégica para o desenvolvimento econômico do país e, principalmente, para o fortalecimento da logística do agronegócio mato-grossense.

“Essa é uma decisão histórica para Mato Grosso e para o Brasil. A Ferrogrão representa competitividade, redução de custos, sustentabilidade e desenvolvimento. É uma luta antiga que travamos com responsabilidade e diálogo”, destacou Wellington Fagundes.

O parlamentar tem sido um dos principais defensores da ferrovia nos últimos anos e liderou, em outubro de 2025, uma comitiva ao STF para tratar diretamente do tema com o ministro Edson Fachin. Segundo Fagundes, a obra será fundamental para reduzir os custos do frete, ampliar a competitividade da produção agrícola nacional e desafogar o intenso fluxo de caminhões na BR-163.

A Ferrogrão foi projetada para ter 933 quilômetros de extensão, ligando a região produtora de grãos do Centro-Oeste aos portos do Norte do país. A expectativa é que o corredor ferroviário tenha capacidade para transportar até 50 milhões de toneladas de grãos por ano, consolidando-se como uma das principais obras de infraestrutura logística do Brasil.

Além do impacto econômico, Wellington Fagundes também tem defendido a ferrovia pelo viés ambiental. Estudos apontam que a transferência de parte do transporte rodoviário para os trilhos poderá reduzir significativamente a emissão de carbono, alinhando o projeto a critérios internacionais de sustentabilidade.

Os investimentos previstos ultrapassam R$ 25 bilhões, com estimativa de geração de mais de 385 mil empregos diretos, indiretos e por efeito-renda ao longo da execução do projeto.

Durante o julgamento, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, ressaltou que o traçado da ferrovia não atravessa terras indígenas. Segundo o magistrado, o ponto mais próximo fica a cerca de quatro quilômetros da Terra Indígena Praia do Mangue. A maioria da Corte acompanhou o entendimento pela constitucionalidade da medida.

Com o aval jurídico do STF, a expectativa agora é pelo avanço das etapas de licenciamento e concessão da Ferrogrão, considerada por Wellington Fagundes uma das obras mais importantes para o futuro da infraestrutura nacional.