O prefeito de Campo Verde (a 100 quilômetros de Primavera do Leste – MT), Alexandre Lopes, divulgou um pronunciamento nesta quarta-feira, 08, para responder às reportagens que repercutiram seu nome na segunda fase da Operação Gomorra, investigação que apura supostas irregularidades em contratos relacionados à gestão da frota e ao abastecimento de combustíveis.
O prefeito afirmou que decidiu se pronunciar para esclarecer os fatos à população. “Por respeito a cada cidadão e a cada cidadã de Campo Verde, faço questão de explicar de novo os fatos com total transparência.”
Segundo Alexandre Lopes, uma das informações que não recebeu o devido destaque nas reportagens é que a própria Prefeitura iniciou as apurações sobre possíveis irregularidades. “O que muitas notícias não mostraram é que fomos nós mesmos quem determinou, por intermédio do nosso controle interno, o início das apurações de fatos que apresentavam indícios de possíveis irregularidades.”
De acordo com o prefeito, há mais de um ano a Controladoria Interna do município realizou uma auditoria nos contratos de gestão da frota e abastecimento de combustíveis. Após a conclusão dos trabalhos, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público. “Após a conclusão dos trabalhos, nós mesmos, por intermédio do nosso controle interno, encaminhamos o relatório ao Ministério Público para as devidas providências.”
Alexandre Lopes também informou que a administração instaurou um processo administrativo para apurar responsabilidades, corrigir falhas e aperfeiçoar os mecanismos de controle da Prefeitura.
Durante o pronunciamento, o prefeito destacou que, quando assumiu a administração municipal, o controle de abastecimento ainda era realizado de forma manual. Segundo ele, a informatização do sistema permitiu identificar inconsistências acumuladas ao longo dos anos.
“Nós informatizamos todo o sistema, implantamos mecanismos de controle e incluímos o histórico de consumo de muitos anos da Prefeitura, detectando um déficit de combustível que veio se acumulando ao longo de décadas pela falta de um controle mais efetivo.”
O chefe do Executivo também questionou o fato de seu nome aparecer com destaque na repercussão da investigação, argumentando que sua participação restringiu-se à assinatura de uma ata de registro de preços respaldada por parecer jurídico favorável.
“Faz sentido que justamente o gestor que identificou os problemas, determinou a auditoria, encaminhou os fatos aos órgãos de controle e adotou medidas para corrigir as falhas seja investigado por um ato que se limitou apenas à assinatura de uma ata?”
Segundo Alexandre Lopes, mais de cem prefeituras aderiram ao mesmo procedimento administrativo. O prefeito ainda afirmou que alguns veículos de comunicação estariam interpretando equivocadamente seu papel no caso.
Alexandre Lopes reafirmou que a Prefeitura continuará colaborando com as investigações e demonstrou confiança no esclarecimento dos fatos. “Diante de qualquer indício, eu não me omiti. Determinei a apuração, encaminhei os fatos às autoridades competentes e adotei as medidas necessárias para fortalecer os controles da administração.”
Encerrando a manifestação, o prefeito declarou acreditar que sua atuação será reconhecida. “Tenho confiança de que a verdade prevalecerá e de que a nossa atuação como gestor público será reconhecida pela forma responsável com que sempre conduzimos a administração pública.”
A segunda fase da Operação Gomorra segue em andamento, e as investigações continuam sob responsabilidade dos órgãos competentes. Até a conclusão dos procedimentos, todos os fatos permanecem sob apuração, enquanto os envolvidos têm assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
