Um homem de 24 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil no domingo, 3, suspeito de estuprar e causar a morte da própria enteada, de apenas três anos de idade, em Primavera do Leste. O caso, que rapidamente ganhou grande repercussão, é investigado como estupro de vulnerável com resultado morte: um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira.
As investigações tiveram início após a equipe plantonista da delegacia ser acionada pelo Conselho Tutelar, depois que a criança deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sinais evidentes de violência sexual. Diante da gravidade, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que confirmou a existência de lesões nas partes íntimas da vítima.
Durante a apuração, testemunhas relataram que poucas pessoas tinham acesso à residência da família. Também foi constatado que a menina permanecia sob os cuidados do padrasto em períodos regulares do dia, enquanto a mãe saía para trabalhar (fator considerado crucial para o avanço das investigações).
Em diligências realizadas no imóvel, os policiais civis encontraram materiais que reforçam a suspeita de abuso, como produtos de cunho sexual, incluindo gel lubrificante, além de vestígios na cama e medicamentos. Os indícios coletados, somados aos depoimentos colhidos, levaram à prisão em flagrante do suspeito.
O homem foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado pelo delegado responsável pelo caso, que formalizou a autuação pelo crime de estupro de vulnerável qualificado pelo resultado morte. Após os procedimentos, ele foi colocado à disposição da Justiça.
Paralelamente, a Polícia Civil segue com as investigações por meio de inquérito policial para apurar uma possível responsabilização da mãe da criança por maus-tratos, negligência ou omissão imprópria.
A violência do crime provocou forte reação popular, reacendendo o debate sobre a proteção de crianças e a atuação de órgãos de fiscalização e acompanhamento familiar. O caso segue sendo acompanhado de perto pelas autoridades e pela
